RETRATO DA HOMOFOBIA:

Eles divulgaram essas imagens para mostrar às pessoas, como você, que a intolerância deixa marcas mais profundas do que se pode imaginar.

VOCÊ SABIA QUE...
- A cada 3 dias, um homossexual é morto no Brasil? E que essas estatísticas não incluem as pessoas que não têm sua orientação sexual declarada ou assumida?

VOCÊ SABIA QUE...
- 80% das ligações no Alô Senado são contrárias à aprovação do projeto de lei que quer tratar a homofobia como crime?
E que esses 80% são compostos, em grande maioria, por pessoas ligadas a grupos religiosos e que são orientadas a ligar?

VOCÊ SABIA QUE...
- Existem casos de assassinatos e violência gratuita contra gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, transgêneros e travestis que permanecem impunes, mesmo sabendo quem são os responsáveis e já tendo passado vários anos desde a ocorrência?

VOCÊ SABIA QUE...
- VOCÊ pode fazer alguma coisa?

SIM, você pode ajudar a combater crimes de ódio e o preconceito gratuito motivado pela homofobia - que é a aversão a homossexuais e LGBTs.

Ligue no Alô Senado e demonstre-se favorável à aprovação do PLC (Projeto de Lei) 122/2006, que prevê a criminalização da homofobia, isto é, tornar atos homofóbicos crimes e puni-los com mais seriedade, diminuindo amplamente a margem de impunidade que estes tipos de crimes têm tomado. Siga os 3 passos abaixo:

1.  Disque 0800.612-211 (Alô Senado - Segunda a sexta 08h às 20h);
- Se for seu primeiro contato, precisará informar Nome, CEP e telefone. Caso não seja assumido e deseja privacidade, cadastre-se e informe que não deseja receber correspondências ou ligações mas que aceita contatos por e-mail. (Nós já ligamos há mais de 6 meses e nunca nos enviaram nada ou retornaram ligação, mesmo sem pedir privacidade).
2.  Diga ao(a) atendente que deseja declarar seu apoio ao PLC 122/2006, que criminaliza a homofobia no Brasil. Neste momento, o(a) atendente fará uma busca e irá confirmar o texto do projeto. Certifique-se que seja o de autoria da Deputada Iara Bernardi. (Veja o texto aqui).
3.  Peça que a mensagem seja enviada a todos os Senadores do seu Estado.
Depois de encerrada a ligação, não deixe de mandar um e-mail especial aos senadores através da carta exemplo do site da ABGLT, clicando aqui. Não esqueça de assinar o final do texto antes de clicar em enviar.
4.  Divulgue esta página em seu blog/site/orkut e amigos. O endereço da campanha é www.circuitomix.com.br/soucontraahomofobia/

Não deixe de ligar.
Não deixe de enviar seu e-mail através do site da ABGLT.
Não deixe de cobrar uma posição do seu Senador.
Não deixe a violência chegar perto de você, ou de uma pessoa querida, para fazer alguma coisa.
Não deixe de ler o texto a seguir.

Conheça um caso de homofobia onde os assassinos são conhecidos e permanecem impunes. O próprio assassino em seu depoimento disse: "Não suporto homossexuais!".

Montes Claros, Minas Gerais, Brasil

Em 1º de março de 2002, a cidade mineira de Montes Claros recebeu, com pesar e surpresa, a notícia do bárbaro assassinato do bailarino e coreógrafo Igor Leonardo Lacerda Xavier. O motivo do crime: homofobia.
O assassino confesso é o fazendeiro Ricardo Athayde Vasconcelos, que contou com a participação do seu filho, Diego Rodrigues Athayde.
Em depoimento, bastante elaborado, Ricardo relatou que conheceu a vítima em um bar e o levou, de táxi, até seu apartamento para que entregasse alguns livros sobre o tema que conversaram na mesa, Filosofia. No local, quando Ricardo voltou do banheiro, encontrou Igor abraçado ao seu filho segurando-lhe os órgãos genitais. Ainda segundo o fazendeiro, num impulso, sacou as 2 armas, uma pistola 380 e um revólver calibre 38, disparando acidentalmente contra Igor. Ele alega que solicitou ajuda do irmão, Márcio Athayde Vasconcelos, que o levou para outro local. Mais tarde, ele decidiu voltar ao local para se desfazer do corpo, com apoio do filho Diego. Abandonaram a vítima e as armas à beira de uma estrada que liga Montes Claros a São João da Vereda. Sabe-se que, em seguida, fugiram rumo à capital mineira, onde residem livremente até hoje.
Conforme informações da polícia, a vítima foi atingida por 5 tiros, sendo um deles na testa, disparado a uma distância máxima de 30cm, e outro a queima-roupa na nuca, o que cria uma certa contradição nas declarações de foram acidentais os tiros.
A mãe de Igor, divulgou uma carta aberta à imprensa nacional relatando os fatos conforme apuração de amigos e familiares. Nela, a senhora Marlene Xavier acrescenta que seu filho foi levado ao apartamento do fazendeiro sob o pretexto de buscar livros que iriam ajudá-lo no seu próximo espetáculo. Chegando lá, foi torturado e assassinado por pai e filho, que depois arrastaram-lhe escada abaixo, cerca de 3 andares, maltratando-o terrivelmente. Ela diz que vizinhos ouviram os disparos e acionaram a polícia, que não se fez presente, descobrindo os fatos já ao amanhecer, enquanto Ricardo e Diego fugiam para Belo Horizonte.
A senhora Marlene diz também em sua carta que, após pedido de prisão preventiva, um habeas-corpus foi negado em Belo Horizonte mas concedido em Brasília, possivelmente por meios fraudulentos, tendo em vista o poderio financeiro e influência política da família. Vale constar que o assassino é irmão do político Luiz Antônio Athayde, que já foi Secretário Adjunto Estadual de Fazenda e Subsecretário de Assuntos Internacionais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais. Há também, informações não-oficiais de que os assassinos são parentes do ex-prefeito da cidade. Além disso, em 2005, o advogado de defesa dos réus ingressou na cúpula do secretariado de defesa do Estado mineiro.
De acordo com informações veiculadas na imprensa, o juiz responsável pelo pedido de prisão da dupla ressaltou que, até nas rodas sociais mais elevadas da cidade, insinua-se que, se não fosse a influência e poder aquisitivo da família Athayde, os assassinos já estariam na cadeia.

Saiba mais sobre este caso:

Julgamento cancelado após 5 anos de espera
O gosto amargo da impunidade. Carta aberta da mãe de Igor Xavier
STJ nega habeas-corpus a acusado de crime que abalou Montes Claros
Assassinato de homossexual é tema de Audiência Pública na Assembléia Legislativa de MG
Capa do jornal local, O Norte, com foto da vítima e assassino
Este site destaca a notícia em Inglês
Montes Claros (MG) presta homenagem póstuma a Igor Xavier
Cidade inaugura praça com nome de bailarino assassinado por homofobia
Semana cultural Igor Xavier em Montes Claros